12 julho 2016

REVIEW | O Assassinato de Roger Ackroyd, de Agatha Christie



Título Original: O Assassinato de Roger Ackroyd
Autor: Agatha Christie
Editora: Bis
Data: 2014
Páginas: 214
ISBN9789896603274
Classificação Pessoal: 
Temas & Assuntos: crime e suspense, investigação policial, intrigas
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Este livro foi lido no âmbito do projecto "1 Ano com a Agatha Christie", organizado pela Joca do Little House of Books

Confesso que andar a ler muitos livros seguidos desta senhora do crime me está a deixar um pouco aquém das expectativas que tinha idealizado inicialmente. Há investigações com nuances muito comuns e resoluções com reminiscências de outras leituras anteriores que me desiludem um pouco. Mas vamos à opinião de hoje!

Este livro traz-nos a história de Roger Ackroyd que acaba por descobrir que a senhora por quem estava apaixonado tenha ~ possivelmente ~ envenenado o marido, sendo agora alvo de chantagem, por alguém que lhe quer extorquir dinheiro. Quando decide iniciar uma investigação para descobrir quem seria essa pessoa, a senhora acaba por morrer de overdose. Suicídio? 

Antes de morrer, a senhora deixa uma carta a Roger onde parece denunciar o seu chantagista.


Como já é típico nos livros de Agatha C., as suspeitas sobre o assassino recaem sobre diversas personagens: família, criados, visitantes, ... Todos eles parecem ter algum motivo para matar o velho Roger mas, o maior de todos, dinheiro. As usual...

Com tantas personagens e diferentes motivos, custa-me um pouco fixar quem é quem, graus de parentesco e os seus interesses e motivos para a resolução de cada caso. Acho que vou ter que começar a fazer as próximas leituras com um bloquinho de notas ao lado, tal e qual o nosso Poirot :)



Com o avançar da leitura, vamos percebendo que algumas personagens estavam à hora errada, no sítio errado; ou seja, apesar da suspeita, encontravam-se naquele local por um motivo completamente diferente. Há acontecimentos e motivos "paralelos" que nos enganam e nos aumentam, ainda que apenas em fase inicial, o número de suspeitos.

Estou orgulhosa dos meus dotes de detective... Consegui unir as pontas soltas e chegar ao assassino, embora julgasse que ele tivesse tido outro tipo de ajuda. Mas parece que não...


Novamente, a ideia de que Poirot é uma peça essencial na correcta resolução do caso - se não fosse ele, a polícia ter-se-ia equivocado no suspeito. Uau, que bom que é saber isso!!

Pois é, ao contrário de alguns dos outros suspeitos, Poirot estava no sítio certo, à hora certa! E recebe os louros de mais um caso desvendado.

Coitado do senhor, nem na reforma consegue descanso na sua hortinha!

O que não gostei nesta obra, ao ponto de lhe dar 2 estrelas? O desfecho. Não concordo com a resolução que o Poirot dá ao caso, à benevolência que expressa pelo assassino. Não vos quero spoilar, por isso, não me alongarei nesta parte mas, sendo o Poirot uma pessoa tão meticulosa e correcta, defensor da justiça, como poderia ter permitido um desfecho assim?

Para mim é inaceitável e completamente oposto aos princípios por ele veiculados


E vocês, já leram? Gostaram do desfecho? Sei que este é um livro favorito para muita gente, por isso, gostava de saber a vossa opinião...


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6 comentários:

  1. Não li grande parte da tua review porque este é o próximo de Agatha Christie que quero ler, já o tenho na estante.
    Só li dois livros da autora: "As Dez Figuras Negras" e "Crime no Expresso do Oriente", gostei muito dos dois, sendo que o primeiro é o meu favorito. Ambiciono ler todas as obras da autora (sim, eu sei que são imensas) pelo menos enquanto não me "fartar". Confesso que tenho receio que me aconteça isso mesmo e por isso estou a tentar ler 1 ou 2 livros a cada dois meses, dependendo do estado de espírito na altura. Não quero criar a obrigação de ler os livros da autora mas é sem dúvida um projecto a longo-prazo.
    Beijinhos e boas leituras!

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    1. Olá :) não faz mal, Rita.. lês depois! As Dez figuras é um livro espetacular!! Pois.. se calhar é muita AC junta em pouco tempo... mas acho que vou espaçar um pouco mais as leituras.. quero ir saboreando ao longo do tempo. São imensas obras, mas tb temos tempo.. ou não :)

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  2. Ele fez o mesmo no desfecho do "Morte No Nilo".
    E acho que o facto de sem ele a polícia não conseguir está presente em todos os livros.

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    1. Também li a Morte no Nilo e depois este e, se calhar, foi por isso que este me irritou tanto..É engraçado ver que ele é sempre peça essencial nos casos em que entra hehehe mas pronto, faz parte da magia da coisa ;)

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  3. Eu li o livro muito por alto porque já sabia quem era o assassino. E já me estava a enervar a história nunca mais acabar. Se por um lado achei interessante a história ser contada pelo médico, outras alturas aborreceu-me. Gosto da história e da maneira como é contada, mas como já sabia o fim, a experiência não foi a melhor. No meu caso é o mal de ter visto e conhecer bem as série do Poirot e da Miss Marple. E apesar de saber que nem todas as histórias das séries são iguais aos livros, penso que as personagens até estão bem representadas nas séries. Não me surpreendem estas pequenas falhas no Poirot, em algumas histórias a Agatha Christie criou este tipo de tensão na personagem em que ele próprio por vezes se questiona. Torna-o talvez um pouco mais humano, e menos senhor do seu bigode. Não deixa de ser surpreende, ou por vezes revoltante algumas das atitudes dele, mas gosto de pensar que assim ele se torna mais humano.

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    1. Acredito que sim, que a tentativa tenha sido essa mas, mesmo assim, custa-me a aceitar... e acabou por me estragar o prazer da leitura :( a ver vamos com os próximos livros...

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