19 outubro 2016

REVIEW | My Life Next Door, de Huntley Fitzpatrick


Título Original: My Life Next Door
Autor: Huntley Fitzpatrick
Editora: Dial Books for Young Readers
Data: 2009
Páginas: 103
ISBN9780803736993
Classificação Pessoal: 
Goodreadsaqui
Temáticas: Amizade, primeiro amor, família, dificuldade em sermos verdadeiros com uma pessoa que amamos 


Gostava de começar esta opinião a dizer que fui agradavelmente surpreendida com esta leitura mas, infelizmente, isso não aconteceu.


Este livro traz-nos a história de Sam e de Jase, um adolescente que vem morar para a casa ao lado de Sam, com a sua (numerosa) família - os Garrets. Ora, o curioso é que a mãe de Sam não permite que ela se dê com estes vizinhos barulhentos e que deixam sempre os brinquedos espalhados pelo jardim. No fundo, ela não compreende como é se pode ter uma família tão numerosa (são 8 filhos), garantindo que nada lhes falta.

O certo é que a Sam acaba por não fazer a vontade à mãe, e começa a espiar aquela curiosa família pela janela do seu quarto. Ao fim de algum tempo, parece já conhecer os seus hábitos, preferências, amizades, etc. E é giro lermos os capítulos em que ela nos vai relatando o que vai vendo e a vida que vai construindo para aquelas personagens.


Um certo dia, Jase descobre esse grande segredo e com o passar dos dias, tornam-se amigos. Como leitores, entramos também naquele mundo dos Garrets, que só conhecíamos através da janela do quarto da Sam. Adorei esta família! Gosto de famílias grandes, sempre me fascinaram, e esta não foi excepção. Os episódios paralelos dos irmão de Jase, da sua mãe atarefada no meio de tanto trabalho, o inferno de fazer compras para tanta gente e carregar os sacos do supermercado, enfim, um sem número de coisas do quotidiano destas pessoas. 

E o George? Que irmão mais fofo! Pequenino e trambolho, impossível não nos apaixonarmos!


Este livro explora também a relação mãe-filha: uma mãe que trabalha 24 horas por dia, separada do marido e que tem um namorado que subtilmente a tenta controlar na preparação da sua campanha para concorrer a um cargo na política; uma mãe ausente, que é super autoritária com a filha e que não a conhece verdadeiramente. Um lugar comum na literatura YA.


O que não funcionou, para mim, nesta obra?
Ritmo demasiado lento... Não gosto de livros assim, é escusado. Até podia ter um ritmo assim mas, nesse caso, preciso de mais acção, mais peripécias que me possam prender à leitura e, de facto, isso acabou por não se verificar. A narrativa relata o quotidiano das personagens principais e secundárias associadas às mesmas, com episódios que, a meu ver, poderiam ser omitidos, já que nada trazem de essencial ao desenrolar da história. 

clímax da história e o final foram desenvolvidos de uma forma muito apressada, senti falta de mais algum desenvolvimento, para me identificar e envolver um pouco mais. 

escrita da autora é simples e os capítulos desenrolam-se de forma igualmente simples. É um YA, por isso, penso que esta opção por uma escrita mais acessível seja um ponto a favor. Destaco também o bom humor que preenche muitas daquelas linhas, inerente a determinadas personagens, com também a certas situações.


Gostei também da forma como a autora abordou os temas do primeiro amor e da primeira vez.

Para quem gosta de histórias YA com estes temas, aconselho!

2 comentários:

  1. Eu gostei deste livro!! E não me incomodou o ritmo lento, mas penso que foi por ter lido mesmo numa boa altura...porque nem sempre gosto de livros com ritmos assim lentos. Adorei conhecer a família dos Garretts...
    Beijinhos!!

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    1. Pois... se calhar eu li numa má altura.. quem sabe? :) Mas mesmo assim, acho que não é bem o meu tipo de livro...
      Mas venham mais leituras!
      Beijocas

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